quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cem anos de mudanças colocam a inovação no centro do negócio

Maio/2009

Cem anos transcorreram até que a empresa industrial colocasse a inovação no centro do negócio. Para que isso acontecesse concorreram a globalização do mercado, o desenvolvimento tecnológico e, sobretudo, o comportamento cada vez mais exigente dos clientes em relação à qualidade dos produtos.



O desenvolvimento de produtos, uma atividade e responsabilidade praticamente individual, no final do século XIX, é hoje atribuição de um grupo multidisciplinar.



A partir do final do século XIX, a indústria começou a elaborar o que se tornou hoje um complexo processo para criar, produzir e vender um novo produto. A partir desta percepção, cresceu progressivamente o papel do profissional da indústria participando desse processo. Em seguida, como resultado do desenvolvimento tecnológico, as empresas compreenderam que a tarefa exigia uma equipe multidisciplinar que a ela se dedicasse de forma cooperativa e integrada.



Com o passar do tempo, a empresa foi incorporando diferentes focos à sua posição. No início dessa evolução, a preocupação estava centrada nos sistemas técnicos. Num segundo momento, o desenvolvimento de produtos surge como fator mercadológico que poderia assegurar para a empresa posições mais fortes no mercado por atender as necessidades e desejos dos clientes.



Finalmente, o lançamento de um novo produto passa a ser visto como fator reestruturante do próprio negócio da empresa. É relevante assinalar que estas três tendências não se substituíram, mas se complementaram ao longo do processo que culmina nos anos 1990 com a inclusão da inovação dos produtos no planejamento estratégico das empresas, abrangendo toda a linha de produtos.



A necessidade de reunir uma equipe multiprofissional para executar o projeto de um novo produto trouxe para o gestor do projeto, com frequência, a exigência de administrar os conflitos decorrentes das diferentes perspectivas sobre a concepção do produto e da forma de projetá- lo, que caracterizam os diversos profissionais envolvidos.



De maneira geral, profissionais com formação nas ciências exatas estão mais focados nas características físicas e funcionalidades do produto. Já os formados nas ciências humanas tendem a priorizar as necessidades dos usuários.

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