Abril/2008
Quem não escutou, pelo menos uma vez na vida, que o Brasil é o País do futuro?
Mas quem não escutou também que é o País das oportunidades perdidas?
E quem de nós, mesmo a contragosto, não concordou com essa afirmação?
Afinal, fizemos por merecê-la. Agora, ao que parece, estamos diante da mais promissora anela de oportunidades - talvez a maior chance de mudar nossa História e de esquecer as frases do nosso desencanto.
Vejamos: os fundamentos econômicos do Brasil nunca estiveram tão sólidos. O endividamento externo - eterno vilão do passado - foi equacionado. Os juros caíram de forma acentuada, embora ainda tenhamos a maior taxa de juros do mundo. Os investimentos internacionais batem recordes ano a ano. O mercado interno está crescendo de forma sustentada. Há maior distribuição da renda. A balança comercial é amplamente superavitária, apesar de ameaçada pela atual política cambial. As nossas indústrias exportam para o mundo inteiro. A nossa agricultura é das mais produtivas do planeta e projeta uma supersafra para este ano. A nossa competência científica é vasta e diversificada. O País vive em paz e a democracia está consolidada.
Muitos concordam que o cenário deste início do século XXI não poderia ser mais adequado para que o Brasil dê o seu grande salto. A China e a Índia, considerados países parâmetros, não só perceberam esta formidável oportunidade como já saltaram na nossa frente. O primeiro passo, em ambos os casos, foi considerar a educação o Projeto Prioritário da Nação. Medida que a sociedade brasileira deveria exigir imediatamente dos nossos governantes, atuais e futuros, sejam quais forem as suas preferências partidárias.
De outro lado, China e Índia perceberam que só o espírito empreendedor da sociedade, a ousadia e a criatividade das empresas é que promovem crescimento e mudanças reais na vida das nações. Graças a esta percepção, os dois países reduziram os impostos do setor produtivo e fomentaram a capacitação e a modernização dos seus parques industriais. Como resultante, o número de empresas multiplicou-se, o crescimento econômico foi vertiginoso, a arrecadação tributária permitiu o acúmulo recorde de reservas e, em poucos anos, tornaram-se altamente competitivos no mercado internacional.
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